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Celebração Eucarística encerra o XX Congresso Estadual

Dom Paulo Sérgio Machado, bispo da diocese de São Carlos presidiu a Celebração de encerramento do XX Congresso Estadual da RCC São Paulo, concelebrada por sacerdotes, Pe Isac Valle, Pe Emílio, Pe Marco Aurélio (Ibaté),Pe Paulo Fernando, Pe Cristian (recém ordenado), Pe Pedro Cardim, diáconos Luiz (Araraquara) e Orlando.

Iniciou saudando a todos indistintamente, "pois todos são bem vindos: formamos um só povo, em nome de Jesus”, disse ele.

 

Homilia 

...Desde 1947 a Igreja celebra o dia da Bíblia no último domingo de setembro, próximo da festa de São Jerônimo, tradutor da chamada vulgata. A partir de 1971 a Igreja do Brasil começou a celebrar o mês da Bíblia neste mês. Mas se observarmos bem, este mês está estrategicamente colocado entre o mês das vocações e o mês das missões.

Para fazer a passagem da vocação para a missão é necessário discipulado, e ele supõe a Palavra. Por isso a Sagrada Escritura. É um livro diferente, não de história, é um livro sagrado, onde vamos encontrar os projetos de Deus para nós. Por isso a Bíblia passa a ser luz para o nosso caminho.

 

Alguém dizia que o cristão tem duas leituras obrigatórias: o jornal e a Bíblia. O primeiro para saber aquilo que acontece ao seu redor. São Tiago nos fala de fé e vida. Ele mesmo,no domingo passado, nos exortava a ser praticantes e não ouvintes da Palavra de Deus.A Palavra não pode morrer em nós. Temos que ser anunciadores dela, pelo testemunho, anúncio ,serviço.Por isso o tema deste mês da Bíblia nos lembra a alegria de servir no amor e na gratuidade.

Reunidos para celebrar esta Eucaristia nós precisamos fazer a nossa profissão de fé para que a celebração não se torne vazia.Precisamos dar aquela resposta de Pedro a Jesus: Para vós quem sou eu? O Senhor é o Messias (Mc8,27-35). Pedro, sem ser teólogo , um pescador, une o Jesus da história, ao Cristo da fé. Jesus é o Cristo, Jesus é o Senhor, Jesus é o Salvador.

Este é o grande desafio para a Igreja hoje, anunciar Jesus Cristo que ainda é desconhecido a muitas pessoas. Se saíssemos por ai fazendo a mesma pergunta de Jesus encontraríamos as respostas mais desencontradas.

Perto de nós, há gente que não conhece Jesus, por isso é preciso anunciar. Para isso é preciso testemunho, como Jesus ao lavar os pés dos apóstolos. O mundo precisa de testemunho muito mais que de palavras.

O paradoxo deste mundo é este: a capacidade de comunicar e a dificuldade de se fazer entender. Parece que estamos numa Babel, não falamos a linguagem da fé.

È preciso entender a passagem que Jesus faz daquela resposta de Pedro, para o momento que Ele iria viver: o sofrimento. Ali se concretiza o que se fala na 1ª leitura (Isaías 50,5-9). Jesus é o servo sofredor. Estava certo que não há ressurreição sem morte, alegria sem tristeza. E por isso diz: Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz... Esta cruz que está presente nas nossas vidas de tantas formas, na doença, no desemprego, nos desencontros, na família destruída, nas guerras, na miséria, na fome. Essa cruz que cada um deve carregar porque, sem ela não seremos merecedores da salvação. Como aquele que sabe que depois da cruz vem a vitória.

Finalmente uma palavrinha sobre Maria, a Mãe das Dores. Ela é sempre mãe, modelo de mãe, mulher, esposa, e a ela nos voltamos como filhos, como quando quer uma coisa do pai, vai à mãe. A ela recorremos a sua intercessão de Mãe junto a seu Filho Jesus: paz para os paises que estão em guerra, amor para os que estão no ódio....A ela recorremos neste instante . Assim como pediu em Caná, está junto a Jesus pedindo por cada um de nós.